topo

Notícias

6º Seminário de Suinocultura aborda sanidade, biossegurança e eficiência alimentar

Os palestrantes David Barcellos e Leandro Hackenhaar compartilharam informações importantes aos produtores de suínos e interessados

Um dos setores que atraem público cativo no Itaipu Rural Show é o da suinocultura. Neste ano, conforme explica o técnico responsável Daniel Simon, são mais de trinta animais expostos das raças DB e Agroceres, cuja genética apurada é destaque.
Simon informa que o setor de suinocultura possui exposição de material genético e equipamentos. O ambiente é climatizado. Objetivo principal do estande de suínos da Cooperitaipu é demonstrar que o consumo da carne suína é seguro.
Evento destaque do setor no 19º Itaipu Rural Show é o 6º Seminário de Suinocultura, realizado nesta sexta-feira (27), dividido em dois momentos. Às 9 horas o palestrante David Barcellos falou sobre sanidade e biossegurança. Às 10 horas foi a vez de Leandro Hackenhaar palestrar sobre eficiência alimentar na suinocultura.

Sanidade e biossegurança na produção de suínos
David Barcellos é graduado em medicina veterinária pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), possui mestrado em microbiologia pela Universidade de Londres e doutorado em ciências, com ênfase em microbiologia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Barcellos iniciou sua explanação falando sobre a evolução no número de doenças que atingem os suínos dos anos de 1970 em diante em razão da implantação do confinamento. Segundo ele, isso torna o trabalho dos técnicos das cooperativas ainda mais desafiador.
O médico veterinário destaca que a sanidade das maternidades de leitões e dos locais de confinamento para engorda dos suínos é um ato de extrema relevância se o objetivo for a produção de animais com terminação no peso ideal no menor tempo possível.
Outro ponto destacado por ele é a necessidade de aplicação de técnicas que evitem a variabilidade de peso entre animais da mesma idade. David Barcellos apresentou aos mais de 300 expectadores os seis principais fatores aos quais o produtor de matrizes precisa considerar como prioridade para diminuir a diarreia nos leitões. São eles:
1 – Após o desmame o animal já perde a imunidade do leite materno;
2 – Má qualidade das instalações das creches;
3 – Estresse na manipulação;
4 – Infecções por agentes diversos;
5 – Ambiente das baias (frio, umidade e tipo de piso);
6 – Ração (deve ser específica após o desmame, não devendo ser utilizada a mesma ração da leitoa adulta).
No entanto, o pesquisador finalizou mostrando que ainda na atualidade, as maiores causas de mortes de leitões no mundo todo são o esmagamento e o sufocamento. “Infelizmente ainda temos poucos pesquisando a fundo esse fato”, disse. “Sabemos, no entanto, que uma das causas foi o aumento histórico do número de leitões nascidos a cada parto, que hoje gira na média de 13 a 15 animais”, explica.
A Cooperitaipu, sabedora dessas informações, há anos investe na Unidade de Produção de Leitões (UPL). Objetivo é criar leitões de qualidade, com alto nível genético, para distribuir aos integrados para terminação. Trata-se de uma instalação de última geração, contando com uma estrutura que utiliza equipamentos de vanguarda. Isso tudo amplia a participação da Itaipu neste ramo do agronegócio.

Eficiência alimentar na suinocultura
Leandro Hackenhaar é Gerente Técnico na empresa Cargill. Estudou na instituição de ensino ESALQ- Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Foi Gerente P&D na empresa Agroceres Multimix Nutrição Animal.
O palestrante iniciou sua explanação afirmando que 70% do custo da produção de suínos é de alimentação, por isso a importância de possuir mecanismos de medição do quanto de ração é realmente consumida pelos animais daquela que acaba se perdendo no processo.
Hackenhaar explicou que para ter eficiência alimentar na suinocultura é preciso melhorar o processo de transformação da ração em carne, já que o mercado consumidor de suínos, pela sua exigência de menos gordura e mais carne, fez com que a genética caminhasse nesta direção.
Leandro citou ao público os fatores realmente relevantes para uma eficiente conversão alimentar, que é calculado pela equação do consumo dividido pelo peso. Segundo ele, genética, sexo, idade, peso, nutrição, sanidade, ambiente e manejo, são fundamentais para que os suínos atinjam o peso ideal e de maneira uniforme na granja.
“O que vocês produtores de suínos podem cuidar no dia-a-dia para obter eficiência alimentar é o manejo, ambiente, sanidade e nutrição; isso está mais nas suas mãos”, disse ele. “Reduzir o desperdício ainda é um fator que precisa ser melhorado”, finalizou.

O presidente da Cooperitaipu Arno Pandolfo acompanhou atentamente as palestras do 6º Seminário de Suinocultura e comentou sobre o público que lotou o auditório. “Isso mostrou que os técnicos da cooperativa, parceiros e integrados estão realmente unidos por um objetivo comum, que é o de transformar conhecimento em produtividade e ganho financeiro real”, comentou.

O Itaipu Rural Show é uma das formas que a Cooperitaipu utiliza para transferir tecnologias e investir no conhecimento do empresário rural. A evolução do agronegócio passa por aqui!